Olá, meus queridos amigos! Que saudade eu estava de todos vocês!
Após um período de férias forçadas deste cantinho que eu tanto amo, finalmente estou de volta. Retorno com o coração cheio de novidades, com muitos trabalhos concluídos e muita história para contar. Certamente, o que define este meu retorno são duas palavras: Amor e Saudade.
Iniciei minha volta visitando os blogs de amigas queridas. Percebi, com certa tristeza, que algumas companheiras de longa data também estão ausentes de seus espaços. Por outro lado, encontrei muitos blogs novos, repletos de artesanatos maravilhosos. Como eu amo este mundo da blogosfera! São tantas dicas e partilhas de vida que acabamos vibrando e nos emocionando juntos, independentemente do motivo.
A Arte como Refúgio em Tempos Difíceis
Para contextualizar minha ausência, preciso dizer que o Ateliê passou por momentos desafiadores recentemente. Como proprietária, eu assumi toda a responsabilidade e carreguei a situação nas costas. No momento, prefiro não me aprofundar nos detalhes, mas prometo que, quando eu conseguir relatar o ocorrido com serenidade, partilharei tudo com vocês.
A vida de artesã exige uma mente calma para produzir e escrever. Por isso, decidi me afastar até colocar tudo nos eixos e retomar o domínio da minha vida. Assim que o Ateliê voltou aos trilhos, o crochê foi o meu primeiro refúgio.
O Desafio Técnico: Tapete em Fio Conduzido
Eu estava devendo um presente para uma amiga querida. Para agilizar, ela mesma trouxe os materiais, mas, devido aos últimos acontecimentos, levei alguns meses para iniciar a peça.
Ela me entregou dois rolos de barbante nº 8, nas cores branco e rosa. Inicialmente, pensei em fazer dois tapetes simples, um de cada cor. No entanto, senti que precisava de um desafio que ocupasse minha mente de forma total e me forçasse a viver o presente. Escolhi, então, a técnica do Fio Conduzido.
O que é o Fio Conduzido?
Para quem não conhece, o fio conduzido é uma técnica de crochê onde trabalhamos com duas ou mais cores simultaneamente. Enquanto usamos uma cor, a outra "caminha" por dentro dos pontos, ficando escondida até o momento da troca. Isso permite criar desenhos geométricos ou figuras perfeitas, mas exige contagem constante e muita atenção.
Vantagens desta peça:
Espessura: Como utilizei o barbante nº 8, o tapete ficou bem encorpado e pesado. Isso é ideal para beira de pia ou porta, pois ele não escorrega e não levanta as pontas.
Foco Mental: Essa técnica foi minha válvula de escape. Como eu precisava contar cada ponto para mudar de cor, minha mente não conseguia vagar por problemas do passado. Eu estava ali, presente em cada laçada.
Um Reencontro com a Própria Essência
Atualmente, a maioria das minhas turmas no Ateliê é de costura. Por isso, fazer esse tapete foi um resgate do meu "EU". Foi o prazer de crochetar sem pressa e sem a obrigação de entrega imediata. Às vezes, precisamos desse reencontro com a nossa essência artesã para não perdermos a motivação.
Hoje, divido meus dias entre a costura e o crochê, mantendo o equilíbrio para nunca me sentir desmotivada. E por aí, como está a jornada de vocês? O que estão produzindo neste momento? Vou amar saber como vocês estão lidando com seus próprios desafios e criações.
Agora, é hora de começar mais um dia de trabalho. Desejo a todos um dia maravilhoso e produtivo. Fiquem com Deus!
Beijos,
Ednamar 🌿



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